Comodismo do Contra
É inegável que a atitude cômoda, que tanto se vê por aí, traz consigo inúmeros problemas, cada vez mais visíveis e danosos, à nossa sociedade. São tantas mazelas, injustiças e anacronismo, que tem sido realmente difícil ‘não se indignar’.
E é boa, essa indignação. Ela é o ingrediente básico para iniciar um processo de mudança.
Piada de mau gosto!
CHEGO à conclusão que:
- Ao descobrir que um produto, ou serviço, é legal, que devo ficar quietinho. Se saio falando para todo mundo, o produto/serviço é muito comercializado, e seu suporte se torna uma merda (ah, as ‘maravilhas’ dos combos da vida!…);
- Incentivam a venda de produtos determinados, e vendem muito, mas aí há o problema da oferta de suprimentos adicionais (vide placas wi-fi para novas tvs, controles remotos, cabos, etc.);
- RECLAMAM que o serviço público brasileiro é ineficiente, não planejado. Aí acordo com uma notícias dessas:
“Consertar o carro pode demorar até meses em São Paulo”
INCENTIVAM a venda, mas e aí?! Como pode isso? Nem a iniciativa privada consegue levar a sério as demandas do país!
CONCLUO, com tudo isso, que tanto no público quanto no privado, o BRASIL é uma piada. De mau gosto.
Santa Maria, boates. Tragédias e irresponsabilidade.

Infelizmente, no caos dos acontecimentos da natureza e nas incertezas que o futuro pode trazer, sempre ocorrerão tragédias. Eventos repentinos e chocantes, que podem trazer o pior resultado, a morte dos envolvidos, tragando as pessoas que minutos antes viviam suas vidas plenamente para trás do escuro véu da morte.
Com a tragédia na boate em Santa Maria vemos comoção das pessoas, vemos um certo engajamento, gente que de boa fé e boa vontade quer ajudar de alguma forma. Seja psicológica, seja materialmente. E isso faz parte do ser humano, essa comunhão na dor.
Contudo é engraçado notar as diversas manifestações decorrentes desse evento. A comoção, a revolta, a paralisia. E no fim, uma apatia e resignação mordazes.
Enquanto o Olho de Sauron da imprensa está voltado para este assunto, carregando a audiência com uma overdose de informações, as pessoas sentem-se obrigadas a ficarem chocadas, comovidas, imersas no problema. A super-exposição acaba nos obrigando a sentir, demais, por todo esse evento, mas de uma forma contraproducente. E no fim, a única coisa que esta overdose consegue é cansar a audiência e não consolar os já martirizados envolvidos.
A comoção chega a níveis tais que esquecemos que muitas tragédias ocorreram, ocorrem e ocorrerão. E muitas delas são silenciosas, mas igualmente perversas e chocantes, porém, distantes que estão do foco da mídia, perdem muito de seu apelo mobilizador. As tragédias no trânsito, os problemas de crianças abandonadas, da criminalidade, da nossa pobreza geral enquanto sociedade contemporânea, brasileiros que somos com nossas mazelas cotidianas.
Tragédias como essa deveriam, além de mudar avatares de perfis em redes sociais, ou virar publicações que procuram confortar e dar alento aos atingidos, trazer questionamentos reais sobre como gerimos essas situações de risco, que invariavelmente ocorrerão!
Santa Maria não é uma cidade pobre, e vemos por conta desse infeliz evento o quanto estamos à mercê da sorte, e despreparados tanto para prevenir quanto para remediar contingências como esta. Poucos leitos de hospitais, serviço de fiscalização duvidoso com seus ditos alvarás legais, leis inexistentes para regulamentar o funcionamento destas casas e o serviço que nelas é prestado, tratando da lotação, itens de segurança geral, etc. Enfim, uma série de lacunas, falhas conjunturais mesmo, como sempre tenho insistido em ressaltar, nosso problema crônico como sociedade, brasileira. Acabamos reféns da sorte, dependendo dela para passarmos bem, ou vítimas inevitáveis da tragédia quando a aleatoriedade dos eventos nos joga em situações desagradáveis.
Questões como por que agiram tão despreparadamente os seguranças, trancando a porta da boate para evitar a saída precipitada dos jovens, ou por que a casa estava com sua lotação muito acima do permitido, por que um estabelecimento deste porte teve seu alvará concedido, mesmo ficando claro que a estrutura era deficitária, enfim, uma série de reflexões, que, estas sim, deveriam motivar as pessoas a se mobilizarem por uma real mudança, para que estejamos seguros de que somos capazes de lidar, evitar e minimizar as perdas e danos nos momentos em que algo terrível assim venha acontecer.
Seja no trânsito, na ocupação urbana ou nos sevirços comerciais, etc. Nossa irresponsabilidade enquanto sociedade, enquanto prestadores de serviço, enquanto contingente está muito aumentada, e por conta disso, resta-nos apenas aquela oração ‘livrai-nos do mal’ para nos amparar contra as controvérsias da vida. Pouco temos feito, ou cobrado, para que esse tipo de evento não se repita, ou que não seja tão destrutivo como foi, caso ocorra, e ocorrerá invariavelmente, infelizmente.
Que a comoção mova as pessoas pela mobilização consciente, pela nossa melhoria como pessoas e como sociedade. Para que nossa responsabilidade e comprometimento pavimentem um caminho mais seguro e tranquilo, para nós e para os que vierem depois da gente, do nebuloso futuro. Para nos tornarmos mais fortes e preparados para enfrentar as coisas difíceis que a vida nos trará, independentemente de estarmos preparados, ou não.
E se não existisse dinheiro? Sem sociedade também!
Olá a todos!
Esse vídeo é antigo, mas pelo visto a cada nova rede social que se sobressai, conteúdos antigos são ‘reciclados’, e repassados freneticamente em tom de novidade. Bem, refiro-me a este vídeo que segue, que traz um questionamento ‘e se não existisse dinheiro?’. Comento após.
O grande problema do ‘dinheiro’ na verdade é a ganância, e não o dinheiro em si. O que está por trás desse vídeo não é o dinheiro, mas o fato das pessoas culparem as ferramentas pelos crimes que os desvirtuosos cometem. Deveríamos culpar as facas pelos esfaqueamentos, ou as armas pelos projéteis disparados? Ou seriam os de caráter torto, que se utilizam destes instrumentos com más intenções os culpados?
É inegável o valor do comércio na evolução social humana. As trocas comerciais motivaram a ciência nascente e o contato entre as diversas culturas locais. O dinheiro só veio para facilitar o sistema de trocas, evoluindo conforme o modelo evoluiu.
Acho meio bobo esse negócio, além de propaganda mentirosa, de ‘faça apenas o que você quer, que aí você será feliz’. Como se a vida existisse, e seus momentos devessem se desenrolar, apenas para nosso bel-prazer. Mas ainda precisaríamos de médicos, pois haveria doentes. Quem enterraria os mortos, cataria o lixo? Quem faria o que não é ‘legal’? Masoquistas? Condenados? Pode ser.
Muitos dizem que jogam seu tempo fora no trabalho, fazendo algo de que não gostam. Contudo ao irem para casa, no seu tempo livre, ficam apenas sentados vendo TV, ou fazendo nada, reclamando do lixo que é ver BBB ou novelas, mas continuando a ver… Não caminham, não conversam com seus familiares e amigos, não buscam nada de diferente, nem nesse pequeno espaço de tempo disponível. É de mais tempo que esse tipo de gente precisa? Isso é o que pergunto.
E quanto ao dinheiro. O problema é a desigualdade (ganância) e não a grana em si. Por que carros de milhões de dólares, se os de alguns poucos milhares já cumprem seu papel? Por que casas gigantescas, habitadas por poucas pessoas, ou fortunas que não se podem gastar numa vida?
Aí é que está. Nesse modelo desigual é que reside o problema, a escravidão e diversos outros males que ainda perturbam o sono de muitos. O dinheiro bem aplicado e distribuído traz muitos benefícios. Quem ignora isso é que é estúpido!
O custo do futuro
Amigos, que seja um ótimo 2013 para todos. Ainda não chegamos à metade do mês de janeiro, então considero em tempo desejar a todos um ótimo ano!
Contudo, passam-se os dias e meses, as décadas, as eras geológicas, e, infelizmente, ainda vemos muita coisa que não anda bem. De certa maneira, em alguns momentos, o que nos resta é constatar, tristemente, que é apenas mais do mesmo.
BRAZIU: Delegado indignado!
Vejam a indignação do Delegado….
A partir de amanhã se menores estiverem montando uma boca de fumo ali na praça para vender… A população não procure a polícia! Em menos de 24 horas soltar esses menores é dizer para os criminosos de 16 e 17 anos.
Oh, vocês podem andar armados, com arma de uso restrito, você podem … vender maconha para as crianças na escola, vocês podem, é, vender cocaína para as crianças na escola, vocês podem viciar os adolescentes, vocês podem assaltar.
Se é para soltar em menos de 24 horas, a polícia civil não vai colocar o seu efetivo, que é pouco, para prender menor.
O Boquinha, o Noinha…
Já diria o finado Alborghetti o que isso tudo é … =P Haja!
Idiotia e Política. E nós e todo o resto!
Desde que o mundo é mundo, e que o homem decidiu abandonar a vida solitária, ou em pequenos grupos, para a formar vilarejos, povoados e cidades, viver em sociedade tem sido um tema muito discutido, muito estudado, e, ainda hoje, bastante problemático. Viver (bem) em sociedade exige muito zelo, muito cuidado, muito respeito. Dá um trabalho danado!
Vendo a história do mundo antigo, e desde aquela época, já se vê que muito se escreveu e se disse tanto a respeito da problemática como de possíveis melhorias para sanar esse quadro de quiproquós sem fim. Briga de vizinhos, corrupção, a mulher do próximo, venda de carro… Todas essas demandas foram exigindo cada vez mais complexidade de trato, daí que surgiram as leis, os juristas, as constituições, os juízes de futebol e por aí afora. Enfim, diante de todo esse imbróglio, hoje vamos refletir um pouco sobre um conceito histórico, que envolve a nossa relação em sociedade, tanto daqueles que dizem não se envolverem com isso por desinteresse ou falta de gosto, quanto para aqueles que vivem exclusivamente disso (licita ou ilicitamente…).




